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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DO JOELHO

 

Ressonância Magnética do Joelho

A ressonância magnética ( RM ) do joelho é uma técnica imagiológica não invasiva que permite obter imagens do joelho, em particular da cartilagem e dos seus tecidos moles, como os músculos e tendões vizinhos, os ligamentos, os meniscos  e até mesmo o osso esponjoso sob a cartilagem.

A RM é uma técnica muito útil para identificar e avaliar uma série de lesões no joelho como :  rotura dos ligamentos cruzado anterior e cruzado posterior, bursite pré-patelar, quisto de Baker, rotura do menisco, rotura dos ligamentos colateral interno e colateral externo, rotura da cápsula postero interna e postero externa, fractura e doença da cartilagem, doença da sinovial, necrose avascular ( osteonecrose ), tumores de tecidos moles e do osso e situações de processo com dor inexplicável no joelho que não se diagnosticam por outros métodos.

Ao contrário do Rx e exames de tomografia computadorizada ( TC ), que utilizam a radiação ionizante, a ressonância magnética utiliza poderosos magnetos e ondas de rádio. O campo magnético produzido por numa ressonância magnética, é cerca de 10 mil vezes maior que o da Terra.

Esse campo magnético força os átomos de hidrogénio nas estruturas do organismo a alinharem-se de uma determinada maneira (semelhante à forma como a agulha de uma bússola se move quando é colocada perto de um íman). Quando as ondas de rádio são enviados para os átomos de hidrogénio já alinhados, estes respondem de modo particular e o computador que lhe está acoplado regista os sinais emitidos. Os diferentes tipos de tecidos enviam sinais diferentes, facto que nos permite a sua definição.

As imagens individuais de ressonância magnética são chamados “ cortes “. Um exame efectua por vezes, dezenas destas imagens.

Estas imagens são armazenadas no computador, para avaliação pelo radiologista e impressas em filme ou CD para disponibilização ao ortopedista.

Para a realização da RM o doente deita-se de costas sobre uma mesa, que desliza para dentro do aparelho de ressonância magnética, que normalmente tem a forma de um tunel. Pequenos dispositivos chamados bobinas, podem ser colocados à volta do joelho, de modo a ajudarem a enviar e a receber as ondas de rádio e assim a melhorar a qualidade das imagens.

Excepcionalmente alguns exames de RM do joelho necessitam da administração de contraste. Este é dado antes do exame, através de uma veia no antebraço. O contraste permite ver certas áreas com mais clareza e até definição. O contraste mais utilizado é o gadolínio. As reacções alérgicas a esta substância surgem muito raramente

O exame pode demorar até 40 minutos. Nos doentes que têm medo de espaços confinados ( que tem claustrofobia ), pode haver a necessidade de se administrar um medicamento que ajude o doente a manter-se menos ansioso. Em doentes que não suportam de todo “ entrar no tunel “ há hoje a possibilidade de efectuar o exame numa ressonância magnética “aberta”, máquina que não é tão fechada e está mais afastada do corpo, apesar da qualidade de imagem não ser tão fiável.

O forte campo magnético criado pela máquina durante uma RM pode interferir com certos implantes, especialmente os pacemaker. Doentes com pacemaker cardíaco não podem ser estudados por RM e nem sequer podem entrar numa sala de ressonância magnética. Os doentes com clips de aneurisma cerebral, com válvulas cardíacas artificiais, com implantes no ouvido interno (cóclea), com próteses articulares colocadas recentemente, com alguns tipos mais antigos de stents vasculares, não podem fazer uma ressonância.

A RM não expõem o doente a radiações e até hoje, não estão descritos efeitos colaterais significativos provocados pelos campos magnéticos e ondas de rádio sobre o corpo humano.

Alfredo Gil Agostinho, Dr. (Radiologista) e  Bruno Graça, Dr.